ClaraComo fazer para distinguir a realidade da ilusão? Como saber onde uma começa e a outra acaba?
Não sei...
Acordo dentro do Tornado, com um gosto de sangue na boca. É dia, não que horas. Nem onde estou.
Sem saber o porquê, ligo o carro e sigo indo para não sei onde.
No meio da estrada algo acontece e numa fração de segundo já é noite. Estou ainda dentro do carro, mas em outra estrada.
Minha boca não está mais ferida e estou com outra camisa. Nesse momento, algo em minha cabeça me fazia pensar em "Galpão Sunset" e no Bill...
Ele disse que me encontraria, mas até agora nada. E tudo na minha cabeça é uma enorme confusão, que parece não ter fim.
Pouco depois estaciono perto do galpão. Desci do carro e ía até a porta, mas aconteceu de novo.
Novamente era dia, estava chegando em uma casa. Minha boca doía. Saí do carro, abri a porta e fui entrando apressado. Subi para o 2ºandar e ouvi alguém chorando e aquele barulho da água caindo do chuveiro.
Entrei e vi uma mulher no chuveiro. Vestia uma calcinha branca e uma camiseta azul. Os cabelos loiros e a pele branca estavam em total sintonia com aqueles olhos verdes. Mas el chorava, parecia estar em choque. E correu pros meus braços quando me viu. Me abraçando como se tivesse medo de algo. Me apertava cada vez mais e me fez um pedido:
Mulher: _ Me leva daqui. Por favor, Duda, por favor.
Duda: _ Fique tranquila. _
Ela vestiu um sobretudo que estava lá no quarto da casa e fomos até o carro. Dei a volta pra poder entrar no carro, depois de colocá-la no banco do carona. Mas abri a porta e entrei no carro e antes que o ligasse, tornou a ser noite.
Nesse instante eu estava numa salinha dentro do galpão. Eu falava com Bill pelo telefone. Agitado ele dizia pra que eu tivesse muito cuidado e que fosse até a June ( uma fábrica de calçados de Chicago ), mas se eu estiver em Chicago devo estar longe dela.
Nesse instante eu estava numa salinha dentro do galpão. Eu falava com Bill pelo telefone. Agitado ele dizia pra que eu tivesse muito cuidado e que fosse até a June ( uma fábrica de calçados de Chicago ), mas se eu estiver em Chicago devo estar longe dela.
Duda: _ Bill, como chego até lá?
Bill:_ Do mesmo modo que chegou aí. Pega a rodovia 14 e dobra na saída 3. Depois disso você segue as placas. Você tem quinze minutos. Chamei você porque preciso de um piloto pra isso.
Duda: _ Entendi.
Bill: _ Garoto, no armário à sua direita há uma maleta. Leve-a até a June. Logo que você entrar será abordado por alguém. Mostre a maleta a ele e saia. Ele irá te guiar. Entre no seu carro e siga-o. Lá ele irá te deixar ver o que procura. Está claro, garoto?
Duda: _ Sim. Compreendi.
Bill: _ Duda, trás a Clara de volta.
Duda: _ Deixa comigo. Se chama Clara né, tudo bem. _
Pus o telefone no gancho e tudo se confundiu novamente.
Como fazer pra distinguir a realidade da ilusão?
Como saber onde uma começa e a outra acaba?
Como fazer pra distinguir a realidade da ilusão?
Como saber onde uma começa e a outra acaba?
Não sei...
Novamente era dia, chegamos num xalé, ela entrou apressada...parecia em transe. Enquanto isso eu ligava pro Bill. Mas ele não atendia. Mas fiquei zonzo de repente e caí. Minha cabeça doía.
Apaguei, caí na sala, gritei por socorro... ninguém ouviu.
Acordei dentro do Tornado, seguindo o tal cara do June. Era noite.
Fomos para numa construtora abandonada. Dois homens vieram até mim, olhavam para minha maleta, e me levaram até o salão do 1º andar.
Clara estava sentada, com os punhos amarrados.
Então chegou um cara. Disse que se chamava Olivier.
Novamente era dia, chegamos num xalé, ela entrou apressada...parecia em transe. Enquanto isso eu ligava pro Bill. Mas ele não atendia. Mas fiquei zonzo de repente e caí. Minha cabeça doía.
Apaguei, caí na sala, gritei por socorro... ninguém ouviu.
Acordei dentro do Tornado, seguindo o tal cara do June. Era noite.
Fomos para numa construtora abandonada. Dois homens vieram até mim, olhavam para minha maleta, e me levaram até o salão do 1º andar.
Clara estava sentada, com os punhos amarrados.
Então chegou um cara. Disse que se chamava Olivier.
Olivier: _ Olá rapaz, deixe-me tirar o chapéu para que sejamos devidamente apresentados. Meu nome é Olivier Durgen. Sou nada mais que um velho que só o que quer é pegar essa maleta.
Duda: _ É? Solta ela e fica com a maleta.
Olivier: _ É rapaz, eu disse que eu quero a maleta. Mas vou adorar saber que o Bill tá se remoendo de ódio, sem saber o que está havendo.
Duda: _ O que? Deixa a gente ir agora!!!
Olivier: _ Isso mesmo rapaz, acho que vocês vão ficar mais um pouquinho aqui, mas não se preocupe pois eu sou um bom homem. _ então ele mandou que seus homens me prendessem, mas antes que isso acontecesse alguns disparos romperam o silêncio.
Era o Bill, arrebetando uma das paredes com uma caminhonete. Com isso me livrei de um dos caras perto de mim e então clara e eu corremos em direção à saída enquanto o Bill nos dava cobertura. Alguns tiros passavam muito perto de nós. ele nos deu um endereço de um xalé.
Bill: _ Saiam daqui. quando puder eu acho vocês.
Duda: _ Mas como você vai fazer isso?
Bill: _ Vai agora garoto, os papéis sempre voltam pras gavetas. _
Nesse momento Bill foi atingido no braço, mas seguimos em frente. Mas Clara chorava muito.
Entrei no Tornado, ela se sentou atrás. Ainda tentaram nos seguir, mas não eram tão rápidos. E Clara não dizia sequer uma palavra.
Entrei no Tornado, ela se sentou atrás. Ainda tentaram nos seguir, mas não eram tão rápidos. E Clara não dizia sequer uma palavra.
Como saber o que é real? Não sei...
Porque voltou a ser dia.
Acordei de novo sem saber onde estava. Então vi que estava num xalé perto das montanhas. Foi ela quem me acordou.
Porque voltou a ser dia.
Acordei de novo sem saber onde estava. Então vi que estava num xalé perto das montanhas. Foi ela quem me acordou.
Clara: _ Ei, acorda. está melhor?
Duda: _ O que? Onde a gente está? Cadê o Bill?
Clara: _ Calma. Não sei de nada. Depois daquele dia você desmaiou e só acordou hoje. Ele não deu notícias. Você recebeu uma pancada, se lembra. Um pouco antes de saírmos de lá, um dos caras te acertou mas você continuou correndo. Sangrou muito e você desmaiou.
Duda: _ Ainda dói. Você está bem?
Clara: _ Sim, graças a vocês.
Duda: _ Quanto tempo eu estou aqui? E a maleta, onde está?
Clara: _ Dois dias.A maleta está comigo. Tinha apenas umas fotos de carros antigos dentro. E o que foi tudo isso?
Duda: _ Sei tanto quanto você. Está tudo muito confuso. Eu não sei se isso é real. Num instante era dia e no outro era noite. Como flashbacks. Mas tudo embaralhado.
Clara:_ Deve ser por causa da pancada. Enquanto estava desacordado você falava muito. Talvez estivesse tendo alucinações, ou lembrando das coisas que aconteceram. Seu nome é Duda. né? Meu tio me falou de você. E do seu carro. Sempre diz que se eu prestasse atenção no que ele diz, jamais me daria mal e sempre teria respostas para minhas perguntas.
Duda: _ É isso. Já sei onde encontrar seu tio._
Me lembrei de algo que me disse enquanto eu estava no galpão.
Quando me mandou pegar a maleta, me disse que também pra não mexer na gaveta azul porque era ali que ele guarda suas coisas. E quando fugíamos do Olivier ele me disse que os papéis sempre voltam pras gavetas.
Fui ao Galpão Sunset e lá na sala 21 estava ele. Levou um tiro no braço e escapou da armadilha.
Quando me mandou pegar a maleta, me disse que também pra não mexer na gaveta azul porque era ali que ele guarda suas coisas. E quando fugíamos do Olivier ele me disse que os papéis sempre voltam pras gavetas.
Fui ao Galpão Sunset e lá na sala 21 estava ele. Levou um tiro no braço e escapou da armadilha.
Duda: _ Vim te buscar.
Bill:_ Como me achou?
Duda: _ O lance dos papéis. Saquei rápido.
Bill: _ Rápido? Se passaram dois dias (risos). E ela, como está.
Duda: _ Está bem. E segura. Mas como você sabia que eu daria conta do recado?
Bill: _ Ela me disse que você era o cara certo.
Duda: _ Como assim? Ela nem me conhecia.
Bill: _ E mesmo assim confiei sua vida a você. E você foi preciso e rápido.
Duda: _ E aqueles caras?
Bill: _ Não iremos vê-los até o Desafio das Ruas. Não nos querem mortos. Vamos nos ver de novo.
Duda: _ Vamos embora. Tem alguém que quer te ver.
Bill: _ Ela é uma Tigresa. Ela se cuida muito bem. Mas me disse que se algo desse errado e eu precisasse de alguém, que eu chamasse você. De algum modo ela achou que você seria capaz.
Duda: _ Como pode saber?
Bill: _ Sabendo. _
Chegamos no xalé e ela abraçou forte o tio. Me emocionei com aquilo. e fui embora para deixar os dois sozinhos.
Mas quando entrava no carro, ela me chamou.
Mas quando entrava no carro, ela me chamou.
Clara: _ Ei, espera. Volta.
Duda: _ O Bill está bem. Não vai precisar de mim.
Clara: _ Mas eu preciso. Preciso que você fique comigo. _
E me beijou logo depois de dizer isso...
Como saber o que é real, nem sei dizer. Mas esse beijo foi bem real.
Porque estes foram dias de muitos problemas, mas também de muita sorte.
Vou aproveitar a noite.
Amanha vai ser dia de briga mesmo. Descobri que estou há três dias fora de casa. E nem vi esse tempo passar porque tava apagado.
Mas meu caminho é assim: Sorrisos, lágrimas, aventuras e loucuras.
Como saber o que é real, nem sei dizer. Mas esse beijo foi bem real.
Porque estes foram dias de muitos problemas, mas também de muita sorte.
Vou aproveitar a noite.
Amanha vai ser dia de briga mesmo. Descobri que estou há três dias fora de casa. E nem vi esse tempo passar porque tava apagado.
Mas meu caminho é assim: Sorrisos, lágrimas, aventuras e loucuras.
Esse sou eu, Duda
Eduardo Klein
Na Estrada...
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