Na estrada

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quarta-feira, 31 de outubro de 2007

Episódio 6 - Disk 1 para alegria. 2 para desilusão. 3 pra desafio





20/03/1998

_ CASA DA FAMÍLIA KLEIN_

Havia se passado uma semana desde aquela noite no Hangar Willis.
Meu rosto já não tinha mais marca alguma. E era hora de mostrar como as coisas realmente funcionavam.
Meu pai ainda estava me evitando.
E ele fazia questão de mostrar isso. Quando eu passava da sala pra cozinha ele ía da cozinha pra sala. E me respondia sempre monossilabicamente: "Sim, Não, Talvez, Depende."
Mas eu não tinha tempo pra isso agora.
Precisava encontrar um cara. E dar um conselho à ele. Mas vou fazer isso depois. Porque hoje vamos comprar um carro.
Já vimos o preço, já escolhemos o modelo e até o estilão do carango.
Era um Dodge Dart. E isso era demais. Porque é um carro muito rápido. E está muito conservado. Parece que acabou de sair da fábrica. Era de um militar aposentado.

Duke: _ Cara, nem acredito. Meu carro. E eu consegui graças à você. Sabe como é importante pra mim né?
Duda: _ Pra nós cara. Isso é importante pra nós. E não vem me agradecer porque você também se ajudou a ganhar esse carro. E além do mais, você também levou uns socos daqueles babacas naquele dia.

Duke: _ É. E você já viu "Ele" depois disso? Ou você tá querendo esquecer o que houve?

Duda: _ Acha mesmo que eu faria isso? Eu não encontrei com o Chris depois daquele dia. Mas pelo que sei, adoramos o Demolidor porque ele é o Homem sem Medo. Lembra disso, né? Eu talvez possa evitar encontrar ele por causa da Ludmilla.

Duke: _ Por que?

Duda: _ Porque não quero criar confusões pra ela. Ela me ligou um dia desse e disse que ele a procurou e que estava querendo continuar retomar o namoro?

Duke: _ E o que ela fez?

Duda: _ Me disse que desligou. _
Enquanto o Duke e eu conversávamos, eu tinha uma idéia bem interessante.
Eu iria mostrar ao Chris quem estava no controle da situação.
Voltando da loja de carros, o Duke e eu vínhammos acelerando forte. E desfrutávamos da alegria pela compra do nosso mais novo brinquedinho. E paramos numa loja de conveniências pra comprar coca-cola ( detalhe: coca-cola é a coisa mais gostosa que eu já bebi ) e fizemos um brinde. Logo depois realizamos nossa primeira corrida um contra o outro, até a casa dele.
Chegamos praticamente juntos e não faz diferença dizer quem ganhou, porque o importante era a iniciação do mais novo mebro da equipe. Porque agora éramos uma equipe: Eu e o Tornado, O Duke e o Raio ( foi assim que batizamos o carro dele ).
Voltei pra casa e pedi à minha mãe ( Diana Klein ) que me ajudasse a me acertar com meu pai.
Diana: _ Você sabe que errou. E sabe que é difícil pra eleentender que você tenha feito algo que ele te disse pra não fazer.

Duda:_ Eu sei. Mas não queria que isso mexesse com a relação que tenho com ele. Queria poder consertar as coisas.

Diana :_ Conhece teu pai tão bem quanto eu. Ou até mais que eu. Sabe que logo logo ele vai te procurar e dizer o que quer dizer. Mas ele não está pronto ainda. Assim como você não está pronto pra ir direto à ele e por isso veio até mim.

Duda: _ Eu te amo mãe. Você sabe sempre o que me dizer nessas horas.

Diana: _ Também te amo querido, mas o ideal seria que você não precisasse tanto dos meus conselhos.E não precisaria se não se metesse em tantos problemas. Mas vá se deitar que amanhã cedo você tem que me levar até o centro para que eu possa comprar umas coisas. E espero que isso não seja um problema a mais pra nós. Certo?

Duda: _ Tudo bem, dona Diana. _

21/03/1998

- CHICAGO -

Enquanto minha mãe e a mãe do Duke faziam compras, ele e eu andávamos pelo shopping e foi quando passamos em frente à um cyber café que eu vi algo que realmente mudou minha história. Ludmilla e Chris estavam sentados, num mini restaurante do terceiro piso. E quando vi aquilo, foi como se me faltasse o ar. E vi muita coisa boa que havia sentido e outras que tinha planejado, desaparecerem de repente.
E pedi ao Duke que levasse minha mãe embora pra casa porque eu tinha que ir à um lugar.
E saí dali às pressas como se fosse morrer se permanecesse ali. Fui até a ponte Willis, onde uma vez nos beijamos. E o que sei é que só consegui chorar. Chorar como se fosse morrer se pemanecesse com aquelas lágrimas nos olhos.
Tudo que pude fazer foi chorar e me lamentar por acreditar em tudo que me disse.
E me lembro delesegurando a mão dela. E me lembrei que um dia aquelas mãos seguraram nas minha enquanto nos amávamos. E foi como se eu fosse morrer se permanecesse com essas lembranças na mente.
Aí resolvi rodar um pouco pelas estradas... como se fosse morrer se não corresse rápido o bastante.
Mas algo estranho aconteceu. Um cara num Camaro SS 1972 (http://classiccar-buyersguide.com/1967_Yenko-Chevrolet_Camaro_SS-427_L-72_425HP.jpg)muito rápido, ficou lado a lado comigo na estrada e me pediu pra encostar. Eu cheguei à pensar que era um assalto mas encostei mesmo assim. Não estava ligando pra nada naquela hora. E aquele coroa desceu do carro e veio até mim e me pediu pra descer do carro também.

Duda: _ Quem é você? O que você quer?

Bill: _ Me chamam de Bill. Mas meu nome não é importante. Nem o que eu quero. Mas o que você quer é muito mais importante.

Duda: _ Como assim?

Bill: _ Vi você dirigindo garoto. E hoje não foi a primeira vez. Desde aquela noite na Fazenda Willis. E depois perto do hangar. Você é muito bom. Mas eu preciso saber se você é o cara certo. E pelo que sei um camaro não é um carro pra ir passear no shopping. É um carro pra rasgar as pistas, romper os limites.

Duda: _ Você tá vem me espionando. É isso? Quer o que, meu carro?

Bill: _ Quero correr com você. Sem apostas. Apenas uma condição. Se você me ganhar eu desapareço e páro de te observar, seguir é uma plavra muito forte. Mas se eu vencer você vai me dar uma chance de te dizer o que quero dizer.


Duda: _ Não estou afim de correr. Não quero mais saber disso. E além do mais, você deve ter uns 30 mil investido nesse seu carro. É o camaro mais novo que eu já vi. E se você me alcnçou assim tão rápido deve ser porque você tem também um motor enorme. Então me desculpe mas dá o fora.

Bill: _Foram 45.876 dólares que investi neste carro. Mas tenho outros. E embora você não queira me dar atenção, ele aceitou logo de cara.

Duda: _ Ele quem?

Bill: _ Chris Roman. E ele perdeu. será que você consegue fazer melhor?

Duda: _ Se esse cara tá metido nisso, aí memso que não deve ser boa coisa. Mas eu vou tentar assim mesmo só pra você largar do meu pé. Vamos até o desvio da ferrovia e quem chegar primeiro vence. Sem trapaças ou gracinhas.

Bill: _ Tudo bem. Nos vemos lá.

Duda: _ Ok! _

Partimos logo em seguida e eu perdi. Pela primeira vez em muito tempo...

Bill:_ Agora você senta aí e escuta. É um desafio entre pilotos, corredores de rua ou o que você quiser chamar. Muita gente está envolvida e serão várias corridas em vários lugares, incluindo estradas públicas, aeroportos e tem até umas surpresinhas na na etapa final. Várias equipes participarão. E a equipe vencedora leva pra casa uma bolada em dinheiro e quatro carros totalmente preparados para levar qualquer piloto ao topo.

Duda: _ E onde eu entro nessa história?

Bill: _Quero que você corra pra mim. E espero que você aceite.

Duda: _Por que eu? Você é o melhor piloto que eu já vi. Você devorou todas as curvas até aqui e não me deu nenhuma chance. Além disso seu Camaro é demais. Não precisa de mim.

Bill: _ Não posso competir. Sou um dos organizadores. Posso chefiar uma equipe mas não pilotar. E eu escolhi você porque você é o melhor que eu vi nos últimos anos por aqui. A propósito, meu Camaro se chama Lion.

Duda: _ E quanto ao Chris? Você disse que ele perdeu a corrida. Ele não aceitou a sua proposta?

Bill: _ Eu disse que ele perdeu. Mas não foi pra mim. Ele correu com o Hank. Meu maior adversário desde que eu tinha a sua idade. E ele aceitou correr pela equipe dele. Então eu percebi que você era realmente a pessoa certa pra essa parada.

Duda: _ É com que carro corremos? Se eu aceitasse, é claro.

Bill:_ Temos uma equipe trabalhando em dois Mustangs e uma Mecedes, agora mesmo. O desafio começa daqui há 20 dias. Em Reno.

Duda: _ Tudo bem. Eu aceito, mas tenho algumas condições.

Bill: _ Fala aí, garoto.

Duda: _ Quero correr com o Tornado. E só entro nessa se o Duke for comigo.
Bill: _ Tudo bem. Mas o Raio não vai. E além disso, seu carro vai precisar passar por um upgrade. Mas isso não vai ser problema. Daqui há uma semana começaremos a mexer nele. Até mais Duda.
E um conselho: Vá pra casa. Não vale à pena chorar por ela.
Então eu fui embora. Com um milhão de coisas na cabeça.
Esse sou eu, Duda
Eduardo Klein
Na Estrada

Um comentário:

Anônimo disse...

estou ADORANDO

parabens