Na estrada

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quarta-feira, 29 de abril de 2009

Episódio 21 - A solidão é um deserto que povoamos a nosso gosto

Episódio 21 – “ A solidão é um deserto que povoamos a nosso gosto “

Razão. Na vida podemos perder tudo, mas jamais perdermos o propósito, a razão.
Uma vida sem objetivos é uma vida vazia. Às vezes as coisas da vida pra qual damos mais importância funciona como combustível. Se por algum motivo isso é retirado de nós, alguma coisa dentro do peito se apaga.

___ Em algum lugar de Chicago ___

Duda: _ Alô, pai? Sou eu, Duda.
Jonas: _ Pronto, pode falar filho. Algum problema?
Duda: _ Todos. Todos os problemas pai. A Helen sumiu. O carro dela foi achado ao lado do autódromo. Estou preocupado com o Duke. Você pode falar com ele, pai?
Jonas: _ Posso sim. Mas não foi por isso que você ligou, foi?
Duda: _ Na verdade, não. Natan Roman estava com ela hoje. Na arquibancada. E o filho dele veio pra cima de mim na pista. E agora o Tornado só tem uma porta.
Jonas: _ espere um pouco. Se entendi direito, agora você está falando sobre a Ludmilla. E Natan e Chris estão brincando com você.
Duda: _ É exatamente isso. Mas como...?
Jonas: _ O Bill me ligou a poucos minutos. E o Duke está aqui. Quer falar com você.
Duda: _ Entendi. Chego aí em 10 minutos. Até logo. _

Poucos minutos e ele já está na garagem da sua casa, ouvindo seu grande amigo Duke, desabafar.

Duke: _ Minha cabeça... Ainda não consigo acreditar.
Duda: _ Fica frio. Vamos resolver isso.
Duke: _ Você sabe que não é assim tão fácil. Talvez eu nunca mais a veja.
Duda: _ Hei cara, você não está sozinho. Eu to com você. As coisas vão se acertar.
Duke: _ Você já teve um pressentimento ruim? Umas daquelas sensações terríveis? Eu tive várias, há alguns dias. E todas tinham a ver com este dia.
Duda: _ Você sempre foi assim. Eu me lembro.
Duke: _ Se lembra também que eu nunca me enganei, não é? Alguma coisa ruim aconteceu ou vai acontecer. Eu seu que perdi algo. Agora sou apenas eu. A solidão é um deserto.
Duda: _ A solidão é um deserto que povoamos a nosso gosto.
Duke: _ Agora dói bem mais do que eu pensei. E é assim porque sonhei demais. Hoje sei bem que meu medo não era em vão. Nunca mais vou duvidar das minhas intuições. Um dia vai passar, mas eu sempre levanto depois da queda. Já me acostumei a cair.
Duda: _ Vamos resolver tudo isso. Juntos.
Duke: _ Tudo que eu queria era olhar naqueles olhos lindos e mergulhar neles. Então poder vê-la sorrir fere o meu “sentir”. O que fazer pra esconder nos meus pensamentos deixa qualquer um ver a cada segundo?_

O fiel escudeiro de nosso herói não resiste à pressão desse momento e começa a chorar. Logo é amparado por seu irmão, Duda.

Duke: _ eu tinha medo que isso desse errado, mas deixei me levar por sonhos tolos. Por alguns momentos cheguei a pensar que eu poderia ser feliz. O Destino zomba de mim. Eu sei que certos sonhos ficam pelo caminho...
Duda: _ Hei Duke. Levanta a cabeça. Estar triste é temporário. Sempre haverá uma primavera para cada deserto. Com flores belas e azuis. A melhor maneira de prever o futuro é inventá-lo. E nós estaremos juntos nisso. _

___ Olivier Durgen e Ethan Hawk ___

Olivier: _ Chegou a hora. É a sua deixa.
Ethan: _ Eu sei bem disso.Mas e quanto a ela?
Olivier: _ Cuidaremos disso depois.
Ethan: _ Não vou deixar que nada nos atrapalhe, mas preciso saber se ela está bem. Gosto dela, nem sei por que mas gosto dela.
Olivier: _ Tudo bem, então vamos falar com o Natan. Depois você vai direto pras Docas.
Ethan: _ Certo. Assim está bem.

___ Chris e Ludmilla na mansão dos Roman___

Chris: _ Gostou? Eu venci!
Ludmilla: _ Você sabe que podia ter causado um grande acidente?
Chris: _ Aquele imbecil sempre foge de mim. Ele amassou meu carro, mas amanhã tudo já estará perfeito.
Ludmilla: _ Você podia ter morrido.
Chris: _ Eu sei, mas estou aqui. Você sabe que eu nem pensei nisso. Sou mais forte e feroz; e veloz que ele. Quando a gente finalmente se enfrentar, será o fim... Inevitavelmente.
Ludmilla: _ Vocês vão acabar se matando. Você quer isso?
Chris: _ Não. Eu quero casar com você. Case-se comigo. Faça isso e eu largo tudo. Deixo o Duda pra lá. Seremos só você e eu.
Ludmilla: _ Não é tão simples assim, Chris.
Chris: _ Você não quer porque ainda ama aquele idiota. É isso?
Ludmilla: _ Não é isso.
Chris: _ Então me ama? Diz que me ama!
Ludmilla: _ As cosas não são bem assim._

Ele fica nervoso e começa a quebrar as coisas, perdendo totalmente o controle.

Chris: _ Se você me amasse, diria “SIM”. Você está comigo pra proteger aquele idiota. É isso? Responda! _

Assustada e acuada ela responde:
Ludmilla: _ Eu te amo. Eu caso com você. Eu caso. _

O olhar desesperado de Chris desaparece. E ele volta logo a agir suavemente, como em outros tempos. Ele a abraça, emocionado. Natan Roman desce as escadas e recebe a notícia, com a qual fica muito feliz. Ludmilla sorri, mas nos pensamentos ela sabe que é um passo sem volta. Ela acabou de fazer uma escolha, da qual pode se arrepender pra sempre.
Chris vai até o cofre buscar as alianças que um dia pertenceram a seus avós.
Sobre olhar atento de Natan, eles trocaram alianças e fizeram um brinde. Longe dali um outro coração desavisado ainda suspira por Ludmilla...
Duda realmente tem muito que perguntar ao Destino , quando um dia se encontrarem.

___ Na casa do Bill ___

Clara: _ Eles estão chegando. Você ligou pro Havoc?
Bill: _ Sim, mas até agora nada. Você conversou com o Duda?
Clara: _ Ainda não. Primeiro vamos resolver o problema da Helen. Depois que vocês conversarem eu vou falar com ele. Vou dizer tudo que quero dizer. E será hoje. _

O interfone avisa que eles chegaram. No carro estão Duke, Duda e Jonas Klein. As conversas a seguir darão forma aos pensamentos dos envolvidos nessa trama alucinante. E parece que Bill foi pego de surpresa com a presença de Jonas.

Bill: _ Você aqui?
Jonas: _ Lembra de mim, Jubile?
Bill: _ Sim, Jonas. Me dê apenas alguns minutos: Garotos, nos deixem a sós por um tempo. Duke, o Shyo está no escritório vendo as conexões que o Havoc passou pra ajudar na busca pela Helen. Vá ajudá-lo.
Duke: _ Tudo bem, Bill. Você está legal?
Bill: _ Sim. Eu ficarei bem. Agora vá por favor. _ E quanto a você, Duda, a Clara tem algo pra te dizer. Ouça e entenda bem o que ela tem a dizer, pois isso mudará a sua vida.
Duda:_ Pode deixar Bill. E nós vamos achar a Helen.
Bill: _ Eu sei, garoto, mas suma daqui.
Jonas: _ Isso mesmo. Vá falar com sua namorada. Ela está lhe esperando._

Clara apenas observa atentamente. Duda segura na mão dela e eles vão ao terraço. Uma linda noite, com um céu detalhadamente decorado de estrelas foi testemunha de uma conversa sem voltas. Sem meias palavras. Sem insinuações. Hoje aqui, apenas os fatos, as verdades. _

Clara: _ Meu gato, antes de qualquer coisa me beija. _

Foi assim que começou a conversa. Mas logo as grandes questões vieram a tona. Perguntas difíceis. Respostas difíceis.

(21.1) Quando um não quer, dois não brigam.

Duda: _ Como você está? Esperamos tanto por essa conversa.
Clara: _ Eu sei. Minha cabeça está girando muito.
Duda: _ Você podia me dizer por que foi falar com o Chris?
Clara: _ Posso sim, mas depois que eu lhe disser algumas coisas.
Duda: _ Então diga.
Clara: _ Tudo bem... Quando alguém te abraçar, não seja você o primeiro a soltar os braços.
Duda: _ Do que você está falando?
Clara: _ Apenas me escute, gato. Sei que não sou o melhor que você pode ter e é por isso que peço nada. Estou alguém que pensa demais no alguém que não sou e esquece de quem está em mim. Sou o bastante pra mim, ou era antes, até que encontrei você e esqueci de me ver. Sou quem perde mais, pelo menos é o que eu acho. E o difícil é tentar me convencer de que estou errado. Estou muito longe de mim, já não arrumo meus livros. Apenas peço pra canção tocar mais alto. Sou quem pensa mais em coisas sem sentido, pois é assim que penso “ FICA COMIGO”. Não está sendo fácil pra mim.
Duda: _ Você não pode estar falando sério. Não consigo entender porque você está assim. Por que agora?
Clara: _ Porque as coisas acontecem ao seu tempo. Sempre assim. Eu vou embora antes da chuva por que eu já estou molhado há muito tempo. E Tempo não passa pra mim como passa pra você. As estradas ficam perigosas e já é um problema eu ter de ir pra casa sempre sozinha. Eu devo ir antes de mudar de idéia.
Duda: _ Você está terminando comigo?
Clara: _ Não eu. Tudo está terminado há um tempo, só nós não vimos. Ela fez isso. Você a pôs entre nós. Como o Bill disse que faria.
Duda: _ Mas eu quero ficar com você.
Clara: _ Não quer não. É a ela que você ama. Sempre amou. Eu sempre fui uma mentira. Mas caí em meu próprio truque.
Duda: _ Como assim, seu truque? Do que você está falando?
Clara: _ Eu amo você, Duda. Isso é o que importa. Mas quando você me salvou do Olivier, o Bill sacou que rolou alguma coisa... um clima entre nós dois. Então ele me pediu que cuidasse de você, estivesse por perto. Pra saber dos seus passos.
Duda: _ Você fingiu. Era tudo mentira?
Clara: _ No início era, mas eu me apaixonei. Mais que isso, eu comecei a amar você e então esse sentimento se tornou maior que qualquer plano do Bill. Eu tinha decidido de te contar tudo após a sua corrida e lutar por você, por seu perdão e seu amor. Mas agora, depois do que você fez na pista, por causa dela, eu decidi sair de cena. Vou até Seatle fazer uma coisa pro Bill. Logo depois da 1ª bateria de provas de amanhã. Vou me embora antes de você chegar.
Duda: _ Não há um meio de você ficar. Quero provar pra você...
Clara: _ Pára com isso Duda. Você não vai provar nada. E eu não quero esperar que seja incrível e ver o ser que há em você perfurar meu peito. Porque eu prenderia meu ar só pra ficar aqui, caminharia de olhos vendados a beira do precipício, desafiaria os deuses; só pra ficar aqui e pedir à pessoa que há em que “FIQUE EM MIM”. Mas não surtiria efeito. Dentro de você existe um nome, que também está escrito na sua estrada: Ludmilla. Só com ela você vai encontrar o que não encontrou em nenhuma das estradas onde você correu.
Duda: _ Clara, minha rainha de olhos azuis. Me desculpe. Eu não sabia que estava sendo tão duro pra você.
Clara: _ Não se desculpe. Nós invadimos sua vida. Por nossa causa tudo está assim. Tudo foi dito aqui. Mas eu tenho duas coisas a te pedir. Mantenha distância de Chris Roman. Ele vai matar você! Ele é louco.
Duda: _ Vou fazer o possível. Vou tentar. E qual o seu outro pedido?
Clara: _ Me abrace forte.
Duda: _ Eu sempre vou estar aqui.
Clara: _ eu sei, Duda. Eu te amo. Você é o homem mais especial que eu conheci. O meu homem...
Duda: _ Eu não vou soltar os braços desta vez.
Clara: _ Nem eu, Gato. Nem eu... _

Os dois ficam ali abraçados. O tempo não importa. Os sonhos perderam a cor. De olhos fechados eles lembram de tudo que passaram juntos na mesma estrada.

(21.2) Cartas na mesa – eu tenho um Royal flash!

___ Jonas Klein e Bill Pierce ___

Bill: _ E então Jonas. O que você faz aqui?
Jonas: _ Eu sei sobre a Helen. Sei de Tudo. Sei porque você voltou aqui depois de 20 anos. E não vou deixar meu filho mo meio disso tudo.
Bill: _Se acalme, Jonas. Você não sabe de nada. Não sabe o que está dizendo.
Jonas: _ O dinheiro do seu pai. O conjunto de títulos do governo dos EUA. 256 títulos ao todo. Cada um deles é referente à uma grande cidade dos EUA. Cada um daqueles títulos vale cerca de 19,5 milhões de dólares. Os títulos originalmente deveriam estar sobre os cuidados do Serviço Secreto, mas há 25 anos atrás eles foram roubados e o agente responsável pela segurança deles foi julgado como traidor desse país. Ele foi preso sob a pena de 45 anos de regime fechado. Foi vítima de uma armação de outro membro do governo, chamado Scott Roman. Pai de Natan Roman. O agente preso foi morto na prisão, antes de poder provar sua inocência. Como o caso foi tratado em segredo e julgado da mesma forma, a morte do agente caiu no esquecimento. Mas o nome dele nós dois sabemos muito bem: Johnny Pierce. Seu pai. _

Com os olhos lacrimejados, Bill apenas confirmou com a cabeça. Emocionado, manteve o silêncio. Jonas Klein se aproximou, colocando as mãos sobre os ombros de Bill, que logo se pôs a falar._

Bill: _ Armaram pra ele. Scott Roman e outros sacanas do governo. Há 20 anos atrás, eu estava quase colocando as mãos nele, mas ele morreu antes que eu pudesse pegá-lo. Precisei de mais 20 anos pra conseguir chegar aqui. Passei esses anos correndo pelo mundo inteiro. Colocando meu carro nas ruas e apostando alto, até que juntei grana o bastante pra negociar com burocratas de Washington e os negociantes do submundo do crime.
Jonas:_ Como assim?
Bill: _ Depois que foram roubados os títulos foram vendidos pra vários compradores diferentes. Com esses títulos é possível ser dono de quase metade deste país. São títulos de posse de terras da época da revolução. Alguns valem 200 milhões de dólares, cada. Ao longo dos anos o pai da Clara,(LEON) e eu conseguimos juntar 20 desses títulos. Olivier Durgen, o francês, 116 desses títulos. Natan Roman possui 70 deles. Tínhamos um plano pra pegar os títulos de volta, mas Leon foi morto dentro do seu carro. Desde este dia eu cuido da Clara.
Jonas: _ Onde o desafio entra nessa história?
Bill: _ Grupos extremistas ofereceram uma boa grana pelos títulos. Eles estão dispostos a pagar 50 milhões de dólares por cada um dos títulos mais simples. Olivier e Jonas agora querem vender seus títulos porque isso se tornou lucrativo pra eles.
Jonas: _ Por que agora?
Bill: _ Os canalhas vão concorrer ao senado. Precisam de dinheiro pra negociar suas candidaturas. Além disso os Extremistas estão por trás das apostas. O desafio é transmitido pro mundo todo. As apostas são feitas pela rede. Tudo comandado por ele. O grande trunfo são os Títulos da Suprema Carta. São 40. Eu tenho8. Roman 20. Olivier tem os 12 restantes. Mas os sacanas só vão tocar de quem vencer o desafio.
Jonas: _ Por esses e outros motivos eu não posso deixar o Duda metido nisso.
Bill: _ Agora é tarde. Ele já está tão nisso quanto eu. O olivier e Natan farão qualquer coisa pra terem domínio sobre o Duda. Ou você duvida que ele faria qualquer coisa por Ludmilla Connors?
Jonas: _ No dia da final. O que vai acontecer?
Bill: _ O percurso final do desafio é um belo Sprint. Ele é o mais rápido do desafio. A chegada é no portão 2 do circuito. Mas o verdadeiro embate começa depois que cruzar a linha de chegada. Duda, Duke, Chris e Ethan estarão carregando em seus carros os títulos que serão vendidos. Olivier, Natan e eu estaremos nas docas. Os carros tem cofres nas malas. Quem chegar primeiro fecha o negócio. E depois tudo fica resolvido.
Jonas: _ E meu filho poderá ir pra casa?
Bill: _ Se eu der sorte, vou pegar todos eles. O FBI prometeu enviar um agente aqui, mas até agora nada.
Jonas: _ Eu tenho um contato no FBI. Posso te ajudar.
Bill: _ É confiável?
Jonas: _ Totalmente. Mas mudando de assunto? Como está o caso da Helen?
Bill: _ Procurei uns amigos meus. Os mesmos que encontraram as pistas da Clara quando o Olivier a raptou. Me confirmaram que sou pai dela. A mãe não foi encontrada. Parece que mora no Canadá agora, mas não tem contato com a Helen.
Jonas: _ E ela não te procurou todos estes anos?
Bill:_ A Helen não sabia de nada. A mãe jamais disse a ela quem eu era. Pensou que eu estivesse morto, depois que viu a noticia do acidente no dia da morte de Scott Roman. Meu carro pegou fogo naquela noite?
Jonas: _ Na noite em que Scott Roman morreu?
Bill: _ Sim. 18 de abril de 1979. O carro pegou fogo, mas meu irmão estava pilotando naquela noite. Eu estava em outro lugar.
Jonas: _ Eu sei bem onde você estava. Estávamos correndo. Eu te venci.
Bill: _ Não venceu não.
Jonas: _ Eu sei. Estou apenas brincando. Vou trazer Serena Brooke aqui. Ela vai te ajudar. Agora vou levar meus meninos embora.
Bill: _ Preciso falar com eles ainda.
Jonas: _ Eles já ouviram o bastante Bill. Os três, Duda, Duke e Clara. Boa noite pra você.
Bill: _ Tudo bem garotos, vocês estavam aí todo o tempo.
Duda: _ Ei Bill, relaxa. Deixa eu te dar um abraço. Vou fazer o que tenho que fazer.
Duke: _ E eu vou trzar ela de volta.
Bill: _ Obrigado.
Jonas: _ Bill, preciso de um favor seu.
Bill: _ Diga Jonas.
Jonas: _ Quero os códigos do GPS dos carros dos garotos.
Bill: _ Por que isso, Jonas?
Jonas: _ Nós temos um plano, bolado pelos garotos, mas precisamos dos GPS livres.
Bill: _ Tudo bem, Jonny!
Jonas: _ Perfeito. Vamos meninos. Tchau Clara. Você devia fazer uma visita a Diana. Até mais.
Clara: _ Vou até lá um dia desses._

Quando chegaram ao carro, Jonas e Duke olharam fixamente para Duda e ele logo percebeu tudo.

Duda: _ Vocês estão olhando o que?
Duke: _ Seus olhos, estão vermelhos? Você estava chorando. Vocês dois, melhor dizendo. Porque ela também estava assim. Diga logo o que houve.
Duda: _ Nós terminamos. Mas estamos bem. E você e o Bill, conseguiram conversar.
Jonas: _ Com certeza, no caminho te conto. Vocês precisam ouvir o que tenho a dizer. E hoje vocês conhecerão Serena Brooke.
Duke: _ Quem é essa, Sr. Klein?
Jonas: _ Uma esperança... de consertar as coisas.


___ Olivier e Ethan ___

Olivier: _ Vamos a casa de Natan Roman. Vou ajudar você a encontra-la
Ethan: _ Sabe onde ela está?
Olivier: _ Tenho um bom plapite. Se o Natan se interessar pelo o que tenho, pode ser que a gente tenha algum sucesso.
Ethan: _ Então vamos lá._

Foram até a casa dos Roman, mas essa negociação não será assim tão fácil.

Natan: _ Olá, francês. A que eu devo a honra da sua visita.
Olivier: _ Meu piloto, Ethan, deseja falar com Helen Suay.
Natan: _ Não entendi. O que eu tenho a ver com isso? Você está insinuando que eu tenha algo a ver com o desaparecimento repentino dessa moça, Helen?
Olivier: _ Você não precisa ser irônico. Nem devemos seguir nesta linha de raciocínio. Eu sei que você está com ela, tenho isso gravado em vídeo com uma qualidade incrível. Mas isso não vem ao caso. Eu não quero levá-la embora, apenas preciso que ele a veja.
Natan: _ E o que eu ganharia com isso?
Ethan: _ Que tal se eu quebrasse a sua cara, só pra começar e depois fosse até a polícia com o vídeo que nós temos..
Olivier: _ Quieto Ethan. Eu não gosto de negociar deste jeito. Não é necessário também. Eu digo o seguinte, Natan. Você vai atender ao meu pedido porque uma aliança a esta altura seria muito favorável pra ambas as partes. Eu posso lhe ajudar a dar conta do Bill.
Natan: _ Você é um bom negociador. Um bom jogador.
Olivier: _ É hora de pôr as cartas na mesa. E eu tenho um Royal Flash. (risos)

___ Residência dos Connors ___

Ludmilla: _ Pai. Se o Chris me ligar, diga que estou no banho.
Pai ( Peter Connors ): _ Vocês vão mesmo se casar?
Ludmilla: _ Vamos sim.
Peter: _ Mas você não parece estar tão feliz com isso. Está nervosa? Talvez não seja a hora ainda.
Ludmilla: _ Vou fazer isso pai. É a hora certa. É o que devo fazer.
Peter: _ Mas e o Duda. O que ele disse sobre isso. Ele já sabe ?
Ludmilla: _ Ele não sabe. Não sei como contar. _

A campainha toca. Peter Connors vê pelo olho mágico.

Peter: _ Não conte nada. Você deve esquecê-lo. O Chris chegou!
Ludmilla: _ Deixe ele entrar. Vou subir pra tomar banho.
Peter: _ Tudo bem. _

Pouco depois...

Peter: _ Entre rapaz. Sente-se aí. Ela está no banho.
Chris: _ Tudo bem, senhor. Como vão as coisas?
Peter: _ vão bem rapaz. Seu pai me ligou pra marcar um jantar pra que ele apresente-nos a sua família e você faça o pedido formal. Diga a ele que mandarei a resposta sobre o melhor dia para esse jantar.
Chris: _ Fico feliz que o senhor pense assim. Sei que não irá se arrepender.
Peter: _ Apenas penso no futuro dela. Afinal de contas o que aqueles Klein poderiam oferecer a ela?
Chris: _ Sábias palavras, senhor. _

(21.3) O que sobrou?

___ Na casa do Bill ___

Bill: _ Você não disse uma palavra até agora.
Clara: _ E o que você queria que eu dissesse? “Nossa! Como estou feliz. Radiante! Acabei de mandar o homem da minha vida embora, mas estou feliz.
Bill: _ Sem ironia, Clara. Sabe que não foi o que eu quis dizer. Apenas me preocupo com você. Você sabia que seria assim. Sempre soube. Nunca te enganei, deixei bem claro que era tudo um grande jogo. Mas você se deixou levar...
Clara: _ É Bill. Eu caí no jogo que eu armei. E graças a isso eu a perdi.
Bill: _ Ele é só um garoto.
Clara: _ Não Bill. Não é um garoto. É o meu homem e eu mandei ele embora.
Bill: _ Desculpe menina. Eu sou o culpado.
Clara: _ Nós somos. Nós... mas ficarei bem com o que sobrou.
Bill: _ O que sobrou?
Clara: _ O cheiro dele na minha pele e o gosto do beijo dele... que recebi há pouco._

___ E na casa dos Klein ___

Duke: _ Senhor Klein, a sua amiga, a tal de Brooke já deve estar chegando, né?
Jonas: _ Sim. Vamos comer alguma coisa. Esta noite está ficando longa demais. Já são quase 3 da manhã. Ela vai chegar... _

A mãe de Duda entra na sala

Diana: _ Duda, querido, preciso falar com você. É importante. Venha até aqui. E você, Duke, vá até a cozinha com o Jonas. Você deve estar faminto.
Duke: _ Tudo bem, dona Diana.
Duda: _ Vamos mãe.
Diana: _ Vá indo na frente, filho. Vou dar um abraço no seu pai.
Jonas: _ Tudo bem querida? Está com uma aparência tensa?
Diana: _ Tudo bem. Preciso falar com o Duda. Depois falo com você. Não deixe ninguém ir ao escritório. Quero falar com ele a sós. Até daqui a pouco. Já no escritório da casa dos Klein. Diana é vai direto ao ponto.

Diana: _ Meu filho, essa é a hora pra você pular fora disso tudo.
Duda: _ Você sabe que não posso. Seria muito arriscado.
Diana: _ Você precisa sair disso. Não deixe que o momento passe. Seu pai me contou sobre o Bill e a Clara.
Duda: _ É mãe. A Clara e eu, acabou tudo.
Diana: _ Você não tinha como saber que ia dar errado. Somente a Clara podia te tirar disso. Mas o Bill não contava com a Ludmilla. Como o envolvimento de vocês não acabou, parecia inevitável que um dos dois lados saísse de cena. Então a Clara decidiu sair da briga. Ela fez o Bill mudar de idéia. Ele entendeu o amor que ela tem por você. Aquela mulher ama tanto você que decidiu deixar você ser feliz com a pessoa que você realmente ama. E eu sei do que estou falando.
Duda: _ Foi uma das coisas mais estranhas que eu já vi. Ela me ama e me mandou ir embora. Disse que não iria disputar mais o meu amor com Ludmilla. Agora eu vou tirar ela da Chris. Vou trazê-la de volta.
Diana: _ Não. Você não vai não. Esqueça Ludmilla.
Duda: _ Você está dizendo o quê?
Diana: _ Você não vai atrás dela. Não mais.
Duda : _ Mas você não vai me impedir de ir atrás dela.
Diana: _ Calado! Você não sabe o que diz.
Duda: _ Mas mãe...
Diana: _ Ludmilla Connors e Chris Roman vão se casar. Ele pediu e ela aceitou.
Duda: _ O quê. Mas como...?
Diana: _ Isso mesmo que você ouviu. Eles vão se casar. Perdemos, nós perdemos.
Duda: _ Como você sabe disso?
Diana: _ Natan me contou...Perdemos. Não sobrou nada. _

* Horas antes, na casa de Natan Roman *

Nata: _ Olá Diana. Que surpresa.
Diana: _ Sem rodeios, Natan. Eu vim até aqui pra falar sobre meu filho.
Natan: _ Fique a vontade. Faz tempo, desde a última vez que te vi. Fico honrado por ter me procurado, mas não posso esconder a minha surpresa.
Diana: _ Pára com isso, Natan. Você sabe porque eu vim até aqui. E sabe que não vou sair daqui sem o que quero.
Natan: _ Eu jamais esqueci esse seu jeito decidido. Sua postura de “tudo posso”. Isso sempre me encantou. Eu ficarei feliz se voc~e estiver feliz. Era assim que dizíamos um ao outro. Se lembra?
Diana: _ Não. Não me lembro. Já faz tempo demais. Parece que nunca aconteceu. Nunca.
Natan: _ Mas aconteceu. E intensamente._

Ele, escorregadio, se põe atrás de Diana; segurando os ombros dela sussurra coisas de um passado comum.

Natan: _ Isso você não poderá tirar de mim. Ninguém poderá. Nem o Jonas, que me tirou você. Nem mesmo ele pode tirar de mim as lembranças que eu guardo. Das noites que passamos juntos. Dos sonhos e das promessas: As cumpridas e as esquecidas.
Diana: _ Pare Natan. _

Ela se levanta. Os olhos querem “rugir”. Como os olhos de uma leoa protegendo a cria.

Diana: _ Quero que você deixe o Duda em paz. Sei do que você é capaz pra conseguir algo. Não quero isso pro meu filho. _

Irritado, Natan responde imediatamente.

Natan: _ Tire-o do desafio. Nada acontecerá com ele. Te prometo. Sabe bem que eu cumpro minhas promessas...
Diana: _ Droga “Nate”. Você vai continuar com isso até quando? Sempre lembrando de algo que não existe mais. Sabe que acabou.
Natan: _ Em você Diana. Dentro de você acabou. Não em mim. Há vinte anos eu carrego essa dor que nunca passa, uma ferida aberta aqui dentro. Aqui em mim existe o mesmo amor de sempre. Você sabe.
Diana: _ Mas Jonas e Eu...
Natan: _ Eu o deixei viver. Deixei que ele levasse você. Ele tomou você de mim. Mas deixei ele ir. Como te prometi. Jonas Klein me tirou você. E eu o deixei ir...
Diana: _ E eu te agradeço por isso.
Natan: _ Não é correto se agradecer por alguém te amar. E eu te amo. Sempre amei. Agora o destino vem nos visitar.
Diana: _ Nate! Por favor. _

Natan Roman começa a chorar. Diana o abraça e ele desmorona. Por instantes não é possível lembrar que aquele homem é o mesmo Natan Roman que conhecemos. Mas ele se recompões e volta a ser o homem frio de sempre.

Natan: _ Vá embora. Seu marido deve estar lhe esperando.
Diana: _ Mas “Nate”.
Natan: _ Meu nome é Natan. Quanto à seu filho. Tire-o do desafio. Do contrário, não posso ajudar.
Diana: _ Tudo bem Natan, será assim.
Natan: _ Eu vou pedir ao segurança que te leve até a porta.
Diana: _ Eu sei o caminho. Até mais, Nate.
Natan: _ Adeus, Diana. Adeus! _

Quando Diana passa pela porta, algo dentro de Natan se quebra. Espedaça. Como se ele guardasse um cristal com o rosto de sua amada dentro do peito. Algo se quebrou. De novo. _

___ De volta a residência dos Klein ___
A conversa entre Duda e Diana prossegue...

Diana: _ Tudo que lhe digo sobre esse casamento é verdade. E isso não é um jogo.
Duda: _ Como pode ser?
Diana: _ Não faz diferença. Agora você está fora disso.
Duda: _ Não. Eu vou atrás dela e vou surrar ele até que me diga que isso não vai acontecer. Eu não posso perder. Não vou perder (Duda enxuga a lágrima do rosto)
Diana: _ Vem cá meu filho. Me dê um abraço
Duda: _ Mãe. O que eu fiz pra merecer isso?
Diana: _ Você desafiou o Destino. Pode vencê-lo, mas não há como sair dessa luta sem feridas.
Duda: _ Não vou perder, mãe. Vou lutar até o fim.
Diana: _ As vezes é preciso recuar pra atacar.
Duda: _ Não dessa vez. Eu vou até o fim.
Diana: _ Se agir dessa forma, será derrotado.
Duda: _ Pois que assim seja. De alguma coisa me servirá.
Diana: _ Filho! Você sabe o que está falando.
Duda: _ Sei sim, mãe. As flores perfumam até mesmo a mão que as esmagam. Serei o vencedor. Aconteça o que acontecer. E começarei agora mesmo.
Diana: _ Ei Duda, onde você vai.
Duda: _ Vou olhar nos olhos dele. Quero que ele veja nos meus que eu não vou desistir. _

A solidão é um deserto que povoamos a nosso gosto.
Eu odeio os desertos. Gosto de flores. E jardins.
Senhor Destino. Me aguarde.
Estou acelerando firme. Um dia desses te encontro.

Esse sou Eu, Duda
Eduardo Klein,
Na Estrada.

3 comentários:

Patty disse...

Nossa......... !!!!!!
Coitado do Duda !
Que espisodio heim ?!
Quantas revelações !
Nossa e a Clara que digna heim !
E o Natan... putz !
To surpresa com a historia deles !
Muito inteligente !
Ta tudo tão interligado. Surpreendente mesmo !
Gostei muito desse episodio !
:DDD
Você e Demais cara !
Parabens !
Beiijos da Fã numero 1#
:9
rs'

Anônimo disse...

Quando comecei a ler esta historia eu não pensei que fosse tão importante. ela fala das coisas que vivemos.
parabens pelos pensamentos nos finais dos episodios. realmente toca as pessoas.
um super abraço da Nova fã nº1.
vc é demais.

Fabricia -Humaitá RJ disse...

vc vai acabar matando o DUDA de desgosto. ele só sofre.
queria ver ele arrebentar a cara do Natan.

Quanto aos episodios antigos, adoro ver como vc liga os fatos um ao outro.
impressionante.