Duda Klein -
Ludmilla Connors -
Clara Pierce -
Episódio 23 – Renascer ( Quem vence a si mesmo é poderoso )
Quem nunca se desiludiu na vida não sabe o que digo, o que sinto e nem o que penso agora.
Entre os milhares de pensamentos que povoam minha cabeça... nenhum par de idéias. Nada faz sentido.
Ao herói caído em batalha, pede-se apenas que se levante. Que se levante e siga em frente. Quando a dor da perda é absorvida , sentida de forma real e cruel. Ao herói traído em batalha, pede-se apenas que se levante.
Persistente e destemido, por suas próprias forças se ergue.
Passos lentos na estrada. Um segundo renascer.
Quem vence a si mesmo é poderoso.
Da janela do seu quarto na casa dos Klein, Serena Brooke observa Duda mexer no Tornado. Enquanto isso, da porta do quarto, Diana observa a jovem agente do FBI. Ela surpreende Serena.
Diana: _ Ele é como o espelho um dia foi para Narciso.
Serena: _ O que disse, Srª. Klein?
Diana: _ Desculpe-me se te assustei. Mas Jonas e Duke precisam de você lá embaixo, embora seja muito cedo.
Serena: _ Não tem problema, dona Diana. Mas o que a senhora disse sobre Narciso?
Diana: _ Eu que o Duda é como o espelho foi um dia para Narciso. Uma paixão que toma conta de sua vida. Ele puxa as coisas e as pessoas até ele. Mesmo sem saber disso.
Serena: _ Quer dizer o que com isso, senhora?
Diana: _ Que você é bonita. E que tem um olhar muito familiar. E que talvez não seja apenas eu que pense assim. Meu filho é um bom garoto, mas não sei se está preparado pra tudo que tem que enfrentar.
Serena: _ Ainda não entendo o que a senhora quer com essa conversa.
Diana: _ Quero que você proteja o meu menino.
Serena: _ De quem? Natan Roman?
Diana: _ Não. Dele mesmo. O pior inimigo do meu filho é ele mesmo.
Serena: _ E a senhora acha que eu posso impedir ele de fazer alguma coisa?
Diana: _ Seus olhos... alguma coisa em seus olhos me diz que você pode fazer isso. _
Serena deixou o quarto. Diana colocou a mão no peito e fechou os olhos. Com um sorriso discreto deixava transparecer uma alegria até então inexplicável.
Jonas: _ É, Duke. Fizemos um ótimo trabalho. Ficou perfeito.
Duke: _ Realmente, senhor Klein.
Logo Serena chega a garagem.
Jonas: _ Bom dia. Como foi a noite?
Serena: _ O pouco tempo que dormi foi bom. Bom dia pra você também, Duke.
Duke: _ Bom dia, Serena.
Serena: _ Onde está o Duda? Eu o vi há pouco aqui na frente.estava mexendo neste carro.
Duke: _ Não, Serena. Ele estava com o Tornado.
Serena: _ Isso mesmo. Este carro.
Jonas: _ Este não é o Tornado.
Serena: _ Não?
Duke: _ Este é o Demolidor. O nosso herói. Nosso trunfo pra resgatar a Helen. (Duke vai falando e uma lágrima rola dos seus olhos e cai no chão)
Com esse carro podemos fazer as coisas voltarem ao normal.
Serena: _ E vocês vão trazer a Ludmilla também?
Duke: _ Não. Ela está onde deveria estar. Meu amigo precisa de alguém que ame-o mais que tudo e que confie nele e em suas decisões. Essa pessoa ele perdeu ontem.
Jonas: _ Sente aí, Serena. Vamos te contar tudo. _
Nesse instante o telefone do Duke toca... alguns instantes de silêncio. Depois de ouvir o que lhe dizia uma voz rouca, desligou o celular.
Jonas: _ Fale alguma coisa rapaz. O que houve?
Duke: _ Temos que achar o Duda. Precisamos dele.
Serena: _ Quem ligou? O que disse?
Jonas: _ Por que precisamos dele? O que está contecendo?
Duke: _ Precisamos dele, senão a Helen morre.
(23.1) Dois sinais de fraqueza.
Bill: _ Você entendeu? Esteja aqui as 16h.
Clara: _ Os seguranças vão com você. Eu vou levar o celular e manteremos contato.
Bill: _ Traga os computadores pra mim. Os garotos correm daqui algumas horas. Você está em melhor condição pra realizar está operação, levantando menos suspeitas do que se eu mesmo fosse até Seatle agora. Tome cuidado.
Clara: _ Bill. Dá um abraço nele por mim. Sabe que ele ainda é meu mundo. Diga que estou torcendo por ele.
Bill: _ Eu direi, mas ele já sabe disso. Agora vá. _
Pouco tempo depois que Clara saiu com seu carro, Bill recebe uma ligação. A mesma que Duke recebeu. Desesperado ele liga pro Duda, mas o celular está desligado. Minutos depois Bill já está na casa dos Klein, mas apenas Diana está lá. Ela lhe diz que todos saíram. Ele pede a ela que avise aos garotos para irem até a represa Gray Hill. Depois sai feito um louco com seu carro. Sem encontrar Duda, acabou ligando para Clara.
Bill: _ Clara! Me escute. A Helen está precisando de mim e eu estou precisando do Duda. Caso você fale com ele, avise-o.
Clara: _ Vou voltar pra lhe ajudar.
Bill: _ Não! Você deve continuar. Isso é importante demais.
Clara: _ Tudo bem, mas mantenha-me informada. Procure o Duda pelo GPS. Pode ser que dê certo.
Bill: _ Estou tentando, mas está desligado. Vou tentar de novo. _
____Escritório da Equipe Roman ___
Um entregador trás um envelope à Natan Roman. Ele lê, logo depois rasga o bilhete, inconformado.
Natan: _ Francês idiota. Como ele pôde fazer isso. Agora ele vai ver com quem está lidando.
O empresário pega o telefone: _ Acabem com ela. Mas primeiro dê um bom tratamento ao Ethan. Quanto aos outros dois que com certeza irão até aí. Dê a eles a nossa surpresinha.
____ Numa das estradas de Chicago ____
Por alguns instantes, essa estrada no meio do nada será a mais importante estrada da vida de muitas pessoas.
Os sonhos dos nossos heróis ficaram pra trás. São movidos agora por uma força que supre toda a falta de vivência que estes jovens poderiam ter.
Nas rodovias da Gray Hill, estão duas flexas jogadas ao vento. Cartas jogadas na mesa.
O Demolidor e o Tornado. Duke e Duda, acompanhados por Jonas e Serena.
( os diálogos a seguir acontecem numa conferência via celular )
Duda: _ Como estão as coisas por aí?
Duke: _ Muito bem. Esse Demolidor é rápido. Parece o Tornado.
Duda: _ Ei pai, o GPS ainda está desligado?
Jonas: _ Eu estou ajustando as coordenadas que o Duke recebeu pelo celular pro GPS de vocês. Alguns segundos apenas... a Serena está bolando um trajeto diferente pra nós. Fala pra eles Serena.
Serena: _ Temos a localização da Helen marcada no GPS de vocês. O Demolidor está com o código GPS que era do Tornado. Isso será muito importante pro nosso sucesso. Vocês dois farão caminhos diferentes a partir do km 156 da rodovia Represa Gray Hill. Há apenas dois pontos em comum no percurso dos dois. Um velho estacionamento na rua dos Aquários. Lá colocaremos nosso plano em ação.
Duda: _ E como faremos isso?
Jonas: _ O Duke irá até o esconderijo da Helen com o Demolidor. Mas ele terá apenas a missão de atrair a atenção dos seguranças de lá. Enquanto isso Serena e Duda irão resgatá-la e trazê-la pra nós. Eu irei com você pra te ajudar. Afinal, duas cabeças pensam melhor que uma.
Duda: _ Tudo sairá bem.
Serena: _ Essa é a hora rapazes. Não há espaços pra fraqueza. Helen precisa que sejamos fortes.
Duda: _ Espera aí um minuto. Tenho que atender a ligação do Bill. Ele pode nos ajudar.
Serena: _ Não fale a ele sobre o Demolidor. Ele pode nos atrapalhar mais tarde.
Duke: _ Mas ele com certeza vai querer ir até lá.
Jonas: _ Ele não nos criará problema. Sei como lidar com o Bill. _
Duda atende à ligação do Bill.
Bill: _ É uma cilada! Fiquem onde estão. Você e o Duke.
Duda: _ Do que você está falando?
Bill: _ A Helen não está com o Natan Roman. Ela está num navio cargueiro ancorado nas Docas. A ligação era uma armação.
Duda: _ Mas o que é tudo isso? Quem pode estar por trás disso? E como você sabe dessas coisas?
Bill: _ Recebi a mesma ligação que vocês. Tudo é um truque pra nos manter ocupado. Querem desviar nossa atenção.
Duda: _ Talvez queiram algo que é nosso. Mas o quê?
Bill: _ Não sei bem...
Duke: _ Bill, pode me ouvir?
Bill: _ Sim, pode prosseguir.
Duke: _ Estava te ouvindo aqui. Quando você falou em desviar a atenção, eu me lembrei de uma coisa. Onde está a Clara? Ela me disse que iria fazer um favor pra você.
Duda: _ Bill? Ela foi pegar os títulos, não foi?
Bill: _ Meu Deus. É isso mesmo. Ele pensou em tudo.
Duke: _ Ele quem? De quem você está falando?
Duda: _ Do francês. Ele está falando de Olivier Durgen.
Bill: _ Isso mesmo Duda. _
Um silêncio nada agradável durou alguns instantes.
Duda: _ Pessoal. O plano mudou. Me encontrem no Burger King. Duke, Serena e meu pai... preciso de vocês. E você Bill, preciso de você também. Quero que você ajude o meu amigo Duke.
Duke: _ O que nós faremos, como vamos resolver isso?
Duda: _ Me encontrem no Burger King. Agora, como no xadrex, é a hora de protegermos as nossas rainhas.
Serena: _ Mas e quanto ao Demolidor? Temos que levá-lo pra casa.
Jonas: _ Isso mesmo. É muito importante.
Duda: _ Não pai. O mais importante agora é salvar as pessoas que amamos. E se o Bill fizer algo que possa me atrapalhar, passarei por cima dele também.
Bill: _ Do que você está falando, garoto?
Duda: _ Você logo vai saber. Logo logo. _
Agora mais do que nunca tudo está conectado.
Todos os caminhos seguem na mesma estrada.
Todos os destinos seguem para o mesmo amanhã.
Todas as responsabilidades sobre os mesmos ombros de sempre.
Duda Klein precisa, de novo, resolver seus problemas e reparar algund dos caprichos do Destino.
Enquanto isso Natan ordena um grupo para resgatar Helen Suay, para tê-la de novo sob seu domínio.
Olivier Durgen segue sorridente enquanto aguarda que seu plano se concretize.
Ludmilla e Chirs estão no autódromo onde Chris começa sua bateria final de provas. Ela olha pro anel em seu dedo e sabe que sua vida mudou.
Longe deste furor, de todas estes acontecimentos, Diana Klein observa emocionada seu álbum do passado.
Os olhos lacrimejam, com sensações que ela já não acalantava há tempos.
Duda no entanto, usa este pouco tempo que tem até que o furacão o alcance pra por os pensamentos em ordem.
“Duas coisas são sinais de fraqueza: Falar quando é preciso calar-se. E calar-se quando é preciso falar. “ Não há espaços pra fraqueza. Não aqui. Faremos o que é preciso e traremos ELAS de volta.
Quem vence a si mesmo é poderoso.
Esse é o grande segredo.
Por mais que eu queira ir até o Olivier e quebrar a cara dele. Bater até que meus braços já não tenham mais força pra realizar qualquer movimento.
Eu não farei isso, não agora...
Quem vence a si mesmo é poderoso.
Como eu já disse uma vez, a raiva é um vento que a apaga luz do raciocínio.
Esse sou eu, Duda.
Eduardo Klein,
Na Estrada.
Entre os milhares de pensamentos que povoam minha cabeça... nenhum par de idéias. Nada faz sentido.
Ao herói caído em batalha, pede-se apenas que se levante. Que se levante e siga em frente. Quando a dor da perda é absorvida , sentida de forma real e cruel. Ao herói traído em batalha, pede-se apenas que se levante.
Persistente e destemido, por suas próprias forças se ergue.
Passos lentos na estrada. Um segundo renascer.
Quem vence a si mesmo é poderoso.
Da janela do seu quarto na casa dos Klein, Serena Brooke observa Duda mexer no Tornado. Enquanto isso, da porta do quarto, Diana observa a jovem agente do FBI. Ela surpreende Serena.
Diana: _ Ele é como o espelho um dia foi para Narciso.
Serena: _ O que disse, Srª. Klein?
Diana: _ Desculpe-me se te assustei. Mas Jonas e Duke precisam de você lá embaixo, embora seja muito cedo.
Serena: _ Não tem problema, dona Diana. Mas o que a senhora disse sobre Narciso?
Diana: _ Eu que o Duda é como o espelho foi um dia para Narciso. Uma paixão que toma conta de sua vida. Ele puxa as coisas e as pessoas até ele. Mesmo sem saber disso.
Serena: _ Quer dizer o que com isso, senhora?
Diana: _ Que você é bonita. E que tem um olhar muito familiar. E que talvez não seja apenas eu que pense assim. Meu filho é um bom garoto, mas não sei se está preparado pra tudo que tem que enfrentar.
Serena: _ Ainda não entendo o que a senhora quer com essa conversa.
Diana: _ Quero que você proteja o meu menino.
Serena: _ De quem? Natan Roman?
Diana: _ Não. Dele mesmo. O pior inimigo do meu filho é ele mesmo.
Serena: _ E a senhora acha que eu posso impedir ele de fazer alguma coisa?
Diana: _ Seus olhos... alguma coisa em seus olhos me diz que você pode fazer isso. _
Serena deixou o quarto. Diana colocou a mão no peito e fechou os olhos. Com um sorriso discreto deixava transparecer uma alegria até então inexplicável.
Jonas: _ É, Duke. Fizemos um ótimo trabalho. Ficou perfeito.
Duke: _ Realmente, senhor Klein.
Logo Serena chega a garagem.
Jonas: _ Bom dia. Como foi a noite?
Serena: _ O pouco tempo que dormi foi bom. Bom dia pra você também, Duke.
Duke: _ Bom dia, Serena.
Serena: _ Onde está o Duda? Eu o vi há pouco aqui na frente.estava mexendo neste carro.
Duke: _ Não, Serena. Ele estava com o Tornado.
Serena: _ Isso mesmo. Este carro.
Jonas: _ Este não é o Tornado.
Serena: _ Não?
Duke: _ Este é o Demolidor. O nosso herói. Nosso trunfo pra resgatar a Helen. (Duke vai falando e uma lágrima rola dos seus olhos e cai no chão)
Com esse carro podemos fazer as coisas voltarem ao normal.
Serena: _ E vocês vão trazer a Ludmilla também?
Duke: _ Não. Ela está onde deveria estar. Meu amigo precisa de alguém que ame-o mais que tudo e que confie nele e em suas decisões. Essa pessoa ele perdeu ontem.
Jonas: _ Sente aí, Serena. Vamos te contar tudo. _
Nesse instante o telefone do Duke toca... alguns instantes de silêncio. Depois de ouvir o que lhe dizia uma voz rouca, desligou o celular.
Jonas: _ Fale alguma coisa rapaz. O que houve?
Duke: _ Temos que achar o Duda. Precisamos dele.
Serena: _ Quem ligou? O que disse?
Jonas: _ Por que precisamos dele? O que está contecendo?
Duke: _ Precisamos dele, senão a Helen morre.
(23.1) Dois sinais de fraqueza.
Bill: _ Você entendeu? Esteja aqui as 16h.
Clara: _ Os seguranças vão com você. Eu vou levar o celular e manteremos contato.
Bill: _ Traga os computadores pra mim. Os garotos correm daqui algumas horas. Você está em melhor condição pra realizar está operação, levantando menos suspeitas do que se eu mesmo fosse até Seatle agora. Tome cuidado.
Clara: _ Bill. Dá um abraço nele por mim. Sabe que ele ainda é meu mundo. Diga que estou torcendo por ele.
Bill: _ Eu direi, mas ele já sabe disso. Agora vá. _
Pouco tempo depois que Clara saiu com seu carro, Bill recebe uma ligação. A mesma que Duke recebeu. Desesperado ele liga pro Duda, mas o celular está desligado. Minutos depois Bill já está na casa dos Klein, mas apenas Diana está lá. Ela lhe diz que todos saíram. Ele pede a ela que avise aos garotos para irem até a represa Gray Hill. Depois sai feito um louco com seu carro. Sem encontrar Duda, acabou ligando para Clara.
Bill: _ Clara! Me escute. A Helen está precisando de mim e eu estou precisando do Duda. Caso você fale com ele, avise-o.
Clara: _ Vou voltar pra lhe ajudar.
Bill: _ Não! Você deve continuar. Isso é importante demais.
Clara: _ Tudo bem, mas mantenha-me informada. Procure o Duda pelo GPS. Pode ser que dê certo.
Bill: _ Estou tentando, mas está desligado. Vou tentar de novo. _
____Escritório da Equipe Roman ___
Um entregador trás um envelope à Natan Roman. Ele lê, logo depois rasga o bilhete, inconformado.
Natan: _ Francês idiota. Como ele pôde fazer isso. Agora ele vai ver com quem está lidando.
O empresário pega o telefone: _ Acabem com ela. Mas primeiro dê um bom tratamento ao Ethan. Quanto aos outros dois que com certeza irão até aí. Dê a eles a nossa surpresinha.
____ Numa das estradas de Chicago ____
Por alguns instantes, essa estrada no meio do nada será a mais importante estrada da vida de muitas pessoas.
Os sonhos dos nossos heróis ficaram pra trás. São movidos agora por uma força que supre toda a falta de vivência que estes jovens poderiam ter.
Nas rodovias da Gray Hill, estão duas flexas jogadas ao vento. Cartas jogadas na mesa.
O Demolidor e o Tornado. Duke e Duda, acompanhados por Jonas e Serena.
( os diálogos a seguir acontecem numa conferência via celular )
Duda: _ Como estão as coisas por aí?
Duke: _ Muito bem. Esse Demolidor é rápido. Parece o Tornado.
Duda: _ Ei pai, o GPS ainda está desligado?
Jonas: _ Eu estou ajustando as coordenadas que o Duke recebeu pelo celular pro GPS de vocês. Alguns segundos apenas... a Serena está bolando um trajeto diferente pra nós. Fala pra eles Serena.
Serena: _ Temos a localização da Helen marcada no GPS de vocês. O Demolidor está com o código GPS que era do Tornado. Isso será muito importante pro nosso sucesso. Vocês dois farão caminhos diferentes a partir do km 156 da rodovia Represa Gray Hill. Há apenas dois pontos em comum no percurso dos dois. Um velho estacionamento na rua dos Aquários. Lá colocaremos nosso plano em ação.
Duda: _ E como faremos isso?
Jonas: _ O Duke irá até o esconderijo da Helen com o Demolidor. Mas ele terá apenas a missão de atrair a atenção dos seguranças de lá. Enquanto isso Serena e Duda irão resgatá-la e trazê-la pra nós. Eu irei com você pra te ajudar. Afinal, duas cabeças pensam melhor que uma.
Duda: _ Tudo sairá bem.
Serena: _ Essa é a hora rapazes. Não há espaços pra fraqueza. Helen precisa que sejamos fortes.
Duda: _ Espera aí um minuto. Tenho que atender a ligação do Bill. Ele pode nos ajudar.
Serena: _ Não fale a ele sobre o Demolidor. Ele pode nos atrapalhar mais tarde.
Duke: _ Mas ele com certeza vai querer ir até lá.
Jonas: _ Ele não nos criará problema. Sei como lidar com o Bill. _
Duda atende à ligação do Bill.
Bill: _ É uma cilada! Fiquem onde estão. Você e o Duke.
Duda: _ Do que você está falando?
Bill: _ A Helen não está com o Natan Roman. Ela está num navio cargueiro ancorado nas Docas. A ligação era uma armação.
Duda: _ Mas o que é tudo isso? Quem pode estar por trás disso? E como você sabe dessas coisas?
Bill: _ Recebi a mesma ligação que vocês. Tudo é um truque pra nos manter ocupado. Querem desviar nossa atenção.
Duda: _ Talvez queiram algo que é nosso. Mas o quê?
Bill: _ Não sei bem...
Duke: _ Bill, pode me ouvir?
Bill: _ Sim, pode prosseguir.
Duke: _ Estava te ouvindo aqui. Quando você falou em desviar a atenção, eu me lembrei de uma coisa. Onde está a Clara? Ela me disse que iria fazer um favor pra você.
Duda: _ Bill? Ela foi pegar os títulos, não foi?
Bill: _ Meu Deus. É isso mesmo. Ele pensou em tudo.
Duke: _ Ele quem? De quem você está falando?
Duda: _ Do francês. Ele está falando de Olivier Durgen.
Bill: _ Isso mesmo Duda. _
Um silêncio nada agradável durou alguns instantes.
Duda: _ Pessoal. O plano mudou. Me encontrem no Burger King. Duke, Serena e meu pai... preciso de vocês. E você Bill, preciso de você também. Quero que você ajude o meu amigo Duke.
Duke: _ O que nós faremos, como vamos resolver isso?
Duda: _ Me encontrem no Burger King. Agora, como no xadrex, é a hora de protegermos as nossas rainhas.
Serena: _ Mas e quanto ao Demolidor? Temos que levá-lo pra casa.
Jonas: _ Isso mesmo. É muito importante.
Duda: _ Não pai. O mais importante agora é salvar as pessoas que amamos. E se o Bill fizer algo que possa me atrapalhar, passarei por cima dele também.
Bill: _ Do que você está falando, garoto?
Duda: _ Você logo vai saber. Logo logo. _
Agora mais do que nunca tudo está conectado.
Todos os caminhos seguem na mesma estrada.
Todos os destinos seguem para o mesmo amanhã.
Todas as responsabilidades sobre os mesmos ombros de sempre.
Duda Klein precisa, de novo, resolver seus problemas e reparar algund dos caprichos do Destino.
Enquanto isso Natan ordena um grupo para resgatar Helen Suay, para tê-la de novo sob seu domínio.
Olivier Durgen segue sorridente enquanto aguarda que seu plano se concretize.
Ludmilla e Chirs estão no autódromo onde Chris começa sua bateria final de provas. Ela olha pro anel em seu dedo e sabe que sua vida mudou.
Longe deste furor, de todas estes acontecimentos, Diana Klein observa emocionada seu álbum do passado.
Os olhos lacrimejam, com sensações que ela já não acalantava há tempos.
Duda no entanto, usa este pouco tempo que tem até que o furacão o alcance pra por os pensamentos em ordem.
“Duas coisas são sinais de fraqueza: Falar quando é preciso calar-se. E calar-se quando é preciso falar. “ Não há espaços pra fraqueza. Não aqui. Faremos o que é preciso e traremos ELAS de volta.
Quem vence a si mesmo é poderoso.
Esse é o grande segredo.
Por mais que eu queira ir até o Olivier e quebrar a cara dele. Bater até que meus braços já não tenham mais força pra realizar qualquer movimento.
Eu não farei isso, não agora...
Quem vence a si mesmo é poderoso.
Como eu já disse uma vez, a raiva é um vento que a apaga luz do raciocínio.
Esse sou eu, Duda.
Eduardo Klein,
Na Estrada.



